Pelo legado daquelas e daqueles que lutaram para garantir os direitos que temos hoje!
Participantes da Formação Libélulas e jovens monitores do Cendhec visitam o Memorial da Democracia
O dia 13 de agosto, no Cendhec, foi dedicado à memória, à história e à luta de Pernambuco, em visita ao Memorial da Democracia do Estado, no Sítio da Trindade, localizado no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. A atividade, acompanhada pelas equipes do Centro, dedicou-se à apresentação do espaço para os jovens monitores do Programa DCA e as participantes da formação política “Libélulas”, ministrada pela OSC.
Em menção ao Dia Nacional dos Direitos Humanos, demarcado no dia 12 de agosto em homenagem à militante dos direitos dos trabalhadores rurais, Margarida Maria Alves, o Cendhec, junto às cursistas e aos monitores, se reverencia à memória e à árdua construção da democracia brasileira.
As/os visitantes conheceram a história da casa que abriga o Memorial, bem como dos arredores verdes que a cercam. O equipamento, vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, se destina à guarda, pesquisa e exposição de itens relacionados à luta pela defesa da democracia, cidadania e direitos humanos, em especial, em Pernambuco. Frases emblemáticas preenchem as paredes do local e lembram da trajetória de tantas e tantos que lutaram para que, hoje, possamos existir e continuar a resistir.

“O sindicato defende o camponês!”
No acervo do espaço, documentos, materiais e obras preservam o legado de oposição aos contextos antidemocráticos e contam histórias das pessoas sacrificadas/os em prol da supressão dos movimentos que buscavam garantir direitos humanos. Um dos eixos centrais do Memorial é o período da ditadura militar brasileira, além das raízes da resistência social a partir dos povos indígenas, população negra, professoras/es e variados movimentos sociais.
Guiadas e guiados por Maria Eduarda, estagiária de Serviço Social do museu, participantes emergiram nas salas expositivas e aprenderam sobre a importância das lutas democráticas no Brasil, com evidências datadas do período colonial até episódios atuais. Também ouviram sobre a trajetória de pessoas que simbolizam lutas contra repressões, a exemplo de Dom Helder Camara, um dos homenageados do espaço.

“A batucada é a música do povo.”
A organização social esteve representada por Luis Emmanuel, coordenador do Programa Direito à Cidade (DC), Cristinalva Lemos, assistente social, Nathalya Kelly, estagiária de Serviço Social, Manuela Soler, advogada, Sarah Sales, estagiária de Direito, Luana Farias, jornalista, e Camila Deschamps, estagiária de Jornalismo.
A última sala da visita, “Responsabilização e reparação”, apresentou uma linha do tempo da ditadura militar no Brasil. O espaço contém um acervo de fotos e nomes de vítimas políticas de Pernambuco, mortas ou desaparecidas no período. Lucas Alves, estagiário de História do Memorial, esteve à frente do momento, situando libélulas e monitores sobre as histórias que envolviam os artefatos que as/os rodeavam.


Cristinalva Lemos, assistente social do DC, é facilitadora do curso Libélulas e vem acompanhando o crescimento das participantes ao longo da jornada do processo formativo. Ela acredita na importância de sempre relembrar as ameaças e repressões que o Brasil sofreu a partir da história, para que episódios como o da ditadura militar jamais se repitam.
A gente não pode retroceder; a gente precisa continuar lutando, principalmente as mulheres precisam continuar nessa luta, para que a democracia continue firme e que a gente não retroceda nos direitos humanos. Que sirva como um impulso para que elas continuem lutando por direitos para si, para os seus e para suas comunidades e territórios.”
Cristinalva Lemos, assistente social do Programa DC.
Por fim, a visita se alongou ao antigo anfiteatro do Sítio, situado há apenas alguns metros de onde estavam. O local historicamente abrigou expressões artísticas de variadas origens e segue como um espaço público de promoção e difusão de cultura e liberdade de expressão no Recife.

“A arte popular revela as idéias do povo.”
Unir mulheres e jovens em momentos de incentivo ao senso crítico sobre a história da nossa democracia é caminho sólido para a promoção de debates mais políticos e humanos!
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