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Debates voltados para a promoção e defesa de direitos de crianças e adolescentes marcam a sociedade civil do Recife no início de julho

Monitores do Cendhec protagonizam debates e fortalecem o senso crítico

Texto: Camila Deschamps

Na primeira semana de julho, o Cendhec esteve presente em duas agendas de discussão sobre a proteção de crianças e adolescentes. A 10ª Conferência Lúdica da Criança e do Adolescente da Cidade do Recife aconteceu nos dias 01 e 02, enquanto a 12ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Cidade do Recife foi realizada no dia 03.

Monitores e profissionais da organização marcaram presença nos dois momentos, que foram sediados no Centro de Eventos Recife, na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), no bairro da Imbiribeira, Zona Sul da capital. Junto à equipe institucional, participaram dos eventos entidades da sociedade civil organizada e setores públicos, como o Projeto Criança Urgente (Procriu), Ilhas do Sertão, Organização de Auxílio Fraterno (OAF do Recife), Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco (Cedca/PE)

As atividades tocadas a partir do programa Direitos de Crianças e Adolescentes (DCA), do Cendhec, são apoiadas pela entidade alemã Kindernothilfe (KNH).

10ª Conferência Lúdica da Criança e do Adolescente da Cidade do Recife 

O evento, direcionado a crianças e adolescentes, abre espaço para atividades de aprimoramento do senso crítico e do desenvolvimento do protagonismo social. Kayo Vinicius e Raissa Vitória, monitores do Cendhec, participaram da programação e puderam explorar debates sobre suas vivências individuais e coletivas. Os jovens foram acompanhados por Sarah Sales, estagiária de Direito do Programa DCA, da organização.

“É essencial, nesses espaços, que eles tenham contato com outros jovens de instituições e territórios diferentes, troquem vivências, construam atividades juntos e discutam sobre os seus direitos. A gente precisa fazer com que eles ocupem mesmo esses espaços de fala e tenham protagonismo na construção das políticas públicas que mexem com a vida deles. Isso é um dever como cidadão! Até porque, nesses espaços, eles não estão falando só por si, ali, eles são a voz de todas as crianças e adolescentes do Recife.”

Sarah Sales, estagiária de Direito do Cendhec.

O primeiro dia teve início com o acolhimento dos participantes, apresentação artística de abertura e credenciamento, seguidos pela leitura e aprovação do regimento interno da Conferência, além de palestras e oficinas, que contemplaram discussões de múltiplas temáticas. Educadores e crianças e adolescentes puderam experienciar momentos em conjunto e separadamente, compreendendo as diferentes pautas de discussão para cada grupo.

Já no dia seguinte, os debates se encaminharam para um momento de síntese e encerramento. No período da manhã, meninas e meninos compartilharam as propostas elaboradas nas oficinas lúdicas, que foram apresentadas e votadas pelas/os presentes. 

“O que mais me chamou a atenção na Conferência foram as diversas atividades, deu pra ver que cada sala fez sua parte da fazer um projeto muito legal. Cada grupo fez uma apresentação muito boa.”

Raissa Vitória, monitora do Cendhec.

Durante a tarde, o público elegeu representações do Recife para participar das etapas regional e nacional da Conferência. O monitor Kayo foi um dos delegados eleitos.

Participações em eventos como a Conferência Lúdica são de grande importância para instigar o protagonismo e a participação social de crianças e adolescentes, sobretudo, as que vêm dos territórios. Esse é um caminho sólido para o reconhecimento dos próprios direitos, bem como para que adquiram confiança e empoderamento sobre as próprias histórias. Posicionados e atuantes, os monitores se tornam capazes de transformar a realidade dos espaços que vivem a partir do conhecimento das injustiças sociais e dos agentes de mudança, bem como da difusão de informações a partir dos ensinamentos que obtiveram.

“Eu gostei (da oficina) porque a gente aprendeu sobre o futuro, o que a gente quer para o futuro e como a gente deve tratar o que tá acontecendo hoje.”

Kayo Ramos, monitor do Cendhec.

12ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Cidade do Recife

O encontro reuniu profissionais representantes da sociedade civil organizada e de instituições públicas cuja atuação é voltada para a promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Representaram o Cendhec Kayo Vinicius, monitor do Centro, Claudia Barros, psicóloga do DCA, e Sarah Sales, estagiária de Direito.

Foi destaque na programação a formação dos Grupos de Trabalho (GTs), momento que teve por objetivo discutir o fortalecimento e a integração da rede de proteção de crianças e adolescentes a partir de diferentes frentes. A equipe do Centro fez parte do GT 06, encarregado de debater o Eixo 6: Aprimoramento da Execução das Medidas Socioeducativas.

O turno da tarde foi marcado pela entrega de moções e pela plenária final, momento responsável pela votação das propostas elaboradas na manhã do mesmo dia. Por fim, as/os presentes votaram e elegeram as/os delegadas/os que, por sua vez, representarão o município do Recife na Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.

“Espaços como esse garantem que políticas públicas sejam pensadas e criadas a partir das necessidades reais, fortalecendo a participação democrática das crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, deixando de ser vistos como futuro para se tornarem responsáveis pelo seu presente. Para além de oportunizar um desenvolvimento mais saudável com trocas de saberes, também oferecem um sentimento de pertencimento e envolvimento nas escolhas e decisões que promovam uma vida mais justa e melhor para si mesmo.”

Claudia Barros, psicóloga do Programa DCA, do Cendhec.

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