Intervenção artística sobre racismo ambiental ocupa ruas do Pina e do Ibura
Campanha “Mulheres e jovens protagonistas pela justiça climática” discute problemática com moradores
Texto: Camila Deschamps
Nos dias 28 e 29 de maio, as integrantes da Formação Libélulas, do Cendhec, protagonizaram uma intervenção artística em volta da discussão sobre o racismo ambiental que acomete os territórios onde moram. A atividade faz parte da campanha “Mulheres e jovens protagonistas pela justiça climática” e acontece em alinhamento com a semana do Solo Seguro, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), com apoio do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e do Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU).

Foto: Ivaldo Régis/TJPE
A idealização da peça simboliza uma extensão do que o curso aplica em seus encontros. Instruir mulheres das periferias do Recife sobre as injustiças climáticas que seus territórios sofrem é apropriá-las sobre seus direitos enquanto indivíduos da cidade e enquanto sujeitas de suas próprias histórias. A ocasião envolveu, ainda, a distribuição de panfletos educativos de conscientização sobre como o racismo ambiental atinge as comunidades e regiões vulnerabilizadas.
O momento foi dividido em duas manhãs em localidades distintas, a fim de contemplar o maior número possível de cursistas: no dia 28, no Compaz Paulo Freire, no Ibura, e no dia 29, em frente à sede do Bloco Carnavalesco Banhistas do Pina, na Comunidade do Bode, no bairro do Pina.

Foto: Camila Deschamps/Cendhec
Os ensaios aconteceram semanalmente durante todo o mês de maio, com orientação da equipe do Programa Direito à Cidade (DC), do Cendhec. Facilitaram os encontros Cristinalva Lemos, assistente social, e Nathalya Kelly, estagiária de Serviço Social.
“As mulheres envolvidas trouxeram, a todo momento, que o debate da peça dialogava com as realidades delas, tanto no Pina quanto no Ibura. Enalteceram, ainda, a importância de levar a peça para que as comunidades entendam mais sobre a justiça climática, para que possam se inteirar mais em relação aos problemas enfrentados nos seus territórios”, reitera Cristinalva.
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